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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Charadriiformes
Subordem: Scolopaci
Família: Scolopacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Scolopacinae
 Rafinesque, 1815
Espécie: L. griseus

Nome Científico

Limnodromus griseus
(Gmelin, 1789)

Nome em Inglês

Short-billed Dowitcher


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Maçarico-de-costas-brancas

O maçarico-de-costas-brancas (Limnodromus griseus) é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae. É considerado como criticamente ameaçado de extinção pela lista nacional de espécies ameaçadas de extinção do Ministério do Meio Ambiente.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) limnë = pântano, lamaçal; e -dromos = corredor, e do (latim) griseus = cinza, da cor de cinzas. ⇒ Pássaro cor de cinza do pântano.

Características

Mede entre 25 e 29 centímetros de comprimento, sua envergadura está entre 45 e 51 centímetros. Pesam entre 65 e 154 gramas. (Van Gils et al. 2015).
A identificação em campo das duas espécies de Limnodromus tem sido um sério problema para ornitólogos e naturalistas. As espécies de Limnodromus são facilmente separáveis quando suas distintas vocalizações são ouvidas, mas a identificação apenas por características morfológicas torna-se muito difícil para os observadores inexperientes. (Campbell et al., 1990).
Segundo (Lee & Birch 2006), o maçarico-de-costas-brancas apresenta variações da plumagem de acordo com a estação do ano. Na plumagem de inverno, (encontrada no verão do hemisfério sul) apresenta os flancos pálidos e com poucas manchas cinzentas. Essas manchas são ocasionalmente organizadas de forma vertical num padrão barrado, mas no geral as pintas são esparsadas. Assim, os flancos do (L. griseus) tendem a ser ligeiramente mais pálidos no geral do que em seu congênere (L. scolopaceus). No geral (L. griseus) tende a ter o ventre mais pálido, enquanto que o ventre do (L. scolopaceus) é tipicamente vermelho-alaranjado, devendo sempre ser consideradas as plumagens em transição. Aves com plumagem de transição de ambas as espécies podem ter o ventre pálido, tornando as marcas mencionadas acima um pouco menos confiáveis. Em (L. griseus) a parte inferior das costas é menos recuada e parece ter uma traseira mais robusta do que a do (L. scolopaceus).
O bico do maçarico-de-costas-brancas apresenta uma suave curvatura descendente, esta curvatura inicia no terço distal do bico e segue até a ponta do bico. Isto dá ao bico uma forma um pouco curvada para baixo, característica que o distingue de (L. scolopaceus) que apresenta o bico reto. É sabido que o bico robusto e esverdeado de (L. griseus) é mais curto que do (L. scolopaceus), mas as fêmeas de ambas as espécies apresentam o bico similar, sendo um pouco mais longo. A testa do (L. griseus) é íngreme e sua sobrancelha é ligeiramente arqueada. Esta característica, associada a disposição dos olhos é um distintivo geral na sua expressão facial.
Em voo, estes maçaricos exibem as costas brancas. Apresentam pernas amarelo-esverdeadas.
O jovem da espécie apresenta plumagem diferenciada da plumagem do adulto, sendo em geral mais acastanhado nas partes superiores e mais pardacento nas partes inferiores.

Subespécies

Possui três subespécies:

(Clements Checklist, 2014).

Alimentação

O maçarico-de-costas-brancas possui um distinto estilo de alimentação. Eles enfiam seus longos bicos profundamente na areia ou na lama em um processo de bombeamento, de uma forma que esta ação tem sido freqüentemente comparada ao funcionamento de uma máquina de costura. Sua dieta durante a migração e sobre a sua invernada é composta por de moluscos, vermes marinhos, insetos e outros alimentos oportunistas como ovos de caranguejo-ferradura. No Ártico, insetos, aranhas e outros invertebrados relacionados tornam-se sua fonte de alimento predominante.

Reprodução

Seu comportamento reprodutivo não tem sido bem estudado, em grande parte, por causa da dificuldade de localizar os seus ninhos. Os ninhos são em formato de taça, construídos em depressões no terreno geralmente bem escondido por um tufo de grama ou por uma elevação de solo seco. O ninho é forrado com penas ou vegetação. Os ninhos nos tufos de grama são mantidos escondidos da vista por hastes de grama que são puxadas por cima deles. A postura média é de 3 a 4 ovos esverdeados. A incubação dura cerca de 21 dias e ambos os pais participam da incubação dos ovos, mas de uma forma estruturada e única: a fêmea normalmente incuba os ovos durante o dia, enquanto que o macho toma conta da incubação durante a noite. Após um período entre duas ou três semanas, o filhote já é capaz de andar e se alimentar sozinho.
A fêmea participa pouco na criação dos filhotes, e algumas fêmeas partem antes mesmo dos ovos terem eclodido. O macho permanecerá nas duas primeiras semanas, defendendo os jovens e levando-lhes comida.
Os jovens começam a migrar para o sul no final do verão, mas muitos permaneceram no norte mesmo em adiantado outono. (Jehl et al., 2001).

Hábitos

Ave migratória visitante do hemisfério norte. No Brasil, normamente encontrado em manguezais e em praias lamosas.

Distribuição Geográfica

Ave migratória setentrional incomum, migra da América do Norte e em setembro e novembro a subespécie griseus chega até a América do Sul pela rota migratória leste, percorrendo a costa Atlântica brasileira.
A subespécie caurinus migra para a América do Sul pela rota migratória oeste atingindo até a costa do Oceano Pacífico do Peru.
A subespécie hendersoni migra para a América central, atingindo até o Panamá.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

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